Para
muita gente ela é um atração turística de
Araxá tão importante quando alguma das fontes que fazem
desta cidade mineira um permanente interesse de milhares de pessoas. Mas há razões
para isso. Joana D’arc de Almeida, a conhecida Dona Joaninha, tem
seu nome, hoje em tudo quanto é guia e revista de turismo importante
do Brasil. No guia 4 rodas 99, por exemplo,lhe dedica um espaço
um pouco menor do que o usado para falar das termas e dos sabonetes de
lama.
No próximo dia 9, ela será personagem principal de um programa
de televisão na TV- Senac, “O mundo da Alimentação”.
Uma equipe de televisão esteve em Araxá, entrevistando Dona
Joaninha, mostrando também em seu local e dando algumas de suas
receitas mais importantes. Transformada numa figura
nacional, a doceira, entretanto permanece com a mesma tranqüilidade
com que sempre viveu nascida em catalão, em Goiás, tendo
completado na última terça – feira, 66 anos de idade,
Dona Joaninha mora em Araxá desde 1951, depois de ter se casado
com Cyro de Almeida.
Doces, ela sempre soube fazer. Sempre fez. Mas foi só em 1970 que
ela começou a fazer para vender. “Foi questão de sobrevivência,
devido à situação financeira em nos encontrávamos”,
conta ela com naturalidade. Aplicando
o que sabia fazer. “Em Goiás onde
nasci, aprendi a fazer doces com minha família, inclusive que já
ficou tradicional em Araxá,que eu trouxe para cá, que é
o mamão enroladinho que aprendi quando menina. Só que eu
fui aperfeiçoando o que eu sabia, trocando receitas com amigas
principalmente a Neusa, uma amiga doceira com que estou trocando informações”. Dona Joaninha a primeira
doceira de Araxá. Até os livros que contam a história
de Dona Beja demonstram que havia sempre gente que fazia comida gostosa
(doces também, é claro) nos sertões de Araxá.
Quando Dona Joaninha começou, Araxá já tinha fama
com seus doces cristalizados, as balas caseiras (entre as mais famosas
balas de mel) os doces de leite e as goiabadas em barra. Muita gente também
fazia chamadas compotas, em calda mas só para consumo rápido
e direto, ás vezes para dar presentes. Foi a goiana de Catalão
que entendeu que podia fazer aquilo também para vender, aproveitando,
principalmente, a presença dos turistas, sempre presentes em Araxá. Pouco a pouco aquilo que
foi tomando vulto. Sempre havia gente querendo os doces de Dona Joaninha
e eles começaram a se tornar uma espécie de símbolo
Araxaense. Ainda mais que eles tinham algumas características bem
específicas como, por exemplo, o seu colorido conservando o natural.
Dicas Ela explica que isso se
deve, principalmente, aos tachos de cobres que usa e os processos especiais
de fervura que emprega, passando os doces neles e por várias vezes,
mas não entrando em detalhes, evidentemente.
Hoje ela fabrica mais ou menos 50 tipos de doces, contando aí a
utilização de 25 tipos de frutas, algumas delas utilizadas
de várias maneias. “ A Abóbora eu faço em pedaço,
ralada com coco, ralada sem coco. O mamão, eu faço em pedaço,
enrolado e ralado com coco. É mais ou menos o mesmo com outras
frutas. Também os de leite (puro, com ameixa, com chocolate, com
nozes, com passadas, com limão galego e assim por diante), a ambrosia
( leite com ovos) o doce de queijo, a cocada amarela com leite, coco e
gemas de ovos caipira. Uns 50 tipos, sem contar os doces com frutose(adoçante
natural em pó), também na mesma proporção.
E tudo em compota, a minha especialidade.”
Estado de Minas - 04 de fevereiro de 1999
__________________________________________________________________ A Doce Doceira de Araxá Disk Doces (Telefax): (34) 3661 - 2438 - Contato: docesjoaninha@docesjoaninha.com.br
Rua Rio Branco - Nº 318 - Centro - Araxá / MG - CEP: 38.184.024
Designer By : Providerweb